ULTRA TRAIL DO MARÃO · 1–4 ABRIL 2027

O REINO MARAVILHOSO.

Miguel Torga, o Marão e a identidade de um território.

1–4 ABRIL 2027 5 PROVAS + CAMINHADA UMA COMUNIDADE
A IDENTIDADE DE UM TERRITÓRIO

A HISTÓRIA

Um Reino Maravilhoso por descobrir.

O MARÃO · TRÁS-OS-MONTES · AS NOSSAS GENTES

Imagine uma região no norte de Portugal. Um Reino Maravilhoso.

Uma região de segredos bem guardados, resguardada por uma cordilheira imponente — o Marão. Durante séculos, estas montanhas marcaram a relação entre Trás-os-Montes e o restante país.
Hoje, são uma porta de entrada para terras de beleza ímpar e experiências singulares.

Trilhos da serra do Marão
Cascatas e bosques do Marão
Abrigo no alto da serra
Cumes do Marão ao amanhecer
IDENTIDADE

Miguel Torga
e o Reino Maravilhoso

Retrato de Miguel Torga
«Para cá do Marão,
mandam os que cá estão!»

Esta expressão, evocada na história do Ultra Trail do Marão a propósito de Miguel Torga, traduz o carácter e a autonomia cultural de uma terra de montanhas, memória e resistência. O escritor deu uma voz literária à paisagem e às gentes de Trás-os-Montes. O Reino Maravilhoso não é apenas um cenário: é um modo de olhar para o território, de compreender a sua singularidade e de o respeitar.

A montanha que outrora dificultava as ligações é hoje um convite à descoberta. Pela histórica Estrada Nacional 15, os contrastes da paisagem continuam a surpreender quem aqui chega.

O DESAFIO

Uma prova nascida da montanha

O Ultra Trail do Marão propõe uma aventura genuína pelas serranias do Marão, do Alvão e da Aboboreira, entre caminhos de pedra, rios, aldeias e cumes agrestes. São trilhos carregados de história, moldados pelo trabalho e pela persistência das comunidades que aqui vivem.

É desta identidade territorial que nasce também o nosso lema. A expressão tradicional «Para cá do Marão, mandam os que cá estão» ganha uma nova leitura no universo do trail: «Para cá do Marão, corre-se com o coração». Não é apenas um jogo de palavras: é a união entre a pertença ao território, a paixão pela montanha e o espírito de quem enfrenta estes trilhos. Mais do que vencer o desnível, cada atleta atravessa lugares e histórias que dão sentido ao percurso.

A VIAGEM

Da serra à cidade de Amarante

De Mondim de Basto e do Santuário de Nossa Senhora da Graça à Levada do Piscaredo, das Fisgas de Ermelo às aldeias do Alvão, a aventura cruza paisagens profundamente distintas. Mais adiante, os cumes do Marão e a serra da Aboboreira conduzem aos vestígios megalíticos e às cascatas do Ribeiro da Goiva.

O destino é Amarante, a Princesa do Tâmega, onde o percurso termina junto ao rio e o esforço se transforma em memória.

A HISTÓRIA · DESCOBRIR O TEXTO INTEGRAL ↓

A História · texto integral

A serra que, durante séculos, separou vincadamente toda uma região situada no interior norte de Portugal, de seu nome: Trás-os-Montes; e serviu de entrave ao seu desenvolvimento. Relembram-nos a frase usada de quem por aqui nasceu, Miguel Torga: “Para cá do Marão, mandam os que cá estão!”. Expressão tão pregoada por estas bandas tal a forma clara que descreve a relação isolada desta região de características únicas do restante país, fruto dos caprichos impostos por estas montanhas. Percorrendo a serpenteante Estrada Nacional 15, que une o Porto a Bragança, embora seja já mais fácil desbravar a região, não se conseguirá uma viagem rápida, mas os contrastes das paisagens compensam a demora: as vistas são assombrosas.

O Marão é hoje, não o entrave, mas a porta de entrada para terras de beleza ímpar, de inúmeros encantos, desafios únicos e de procura de segredos singulares.

Há todo um Reino Maravilhoso por descobrir!

O Ultra Trail do Marão vem proporcionar o desafio de aventura genuíno em percorrer a pé pelas montanhas mais temíveis e os cumes mais agrestes desta cordilheira serrana, ora por neve ora por rocha, limitada pelos rios Tâmega (oeste), Corgo (este) e Douro (sul). Trilhos repletos de história que nos transportam para o imaginário de outros tempos e nos fazem sentir na pele o quão rude são estas montanhas para as suas gentes. Gentes de sacrifício e simplicidade. Ora nunca se renda às dificuldades. Sonhe. Aceite o desafio. Acredite. E alcance a joia do Tâmega.

O Desafio inicia-se em Mondim de Basto, vila transmontana histórica com muitos traços de influência da região minhota. Aqui se inicia verdadeiramente uma viagem na descoberta destas serranias, o Reino Maravilhoso. O caminho orienta-nos para o desconhecido e exige-se concentração. Percorrendo trilhos com milénios de história, outros já seculares rapidamente se depara com uma subida exigente até ao topo do Monte Farinha e ao icónico Santuário de Nossa Senhora da Graça, local de passagem obrigatória e com paisagens privilegiadas a 900 metros de altitude. Recomenda-se que se demore até onde a vista alcança. Perdendo elevação, e percorre-se a deslumbrante Levada do Piscaredo, os rios Cabril e Cabrão, as Mestras, e finalmente, chega-se ao Fojo. Já em pleno coração da área protegida do Parque Natural do Alvão, surge a belíssima aldeia de Varzigueto, uma aldeia tradicional de pastores e rebanhos, composta por casas rurais contruídas em granito e com cobertura de colmo. As paisagens são de tirar o fôlego e provocar vertigens com o deslumbrante rio Olo que corre apressadamente, muito convidativo a mergulhos em dias quentes, as poderosas quedas de águas das Fisgas de Ermelo, as suas muitas cascatas, as Piocas. A sua beleza singular e selvagem desperta os sentidos e faz desejar sempre cá voltar novamente. Chegados a Ermelo, uma aldeia que parece ter ficado indiferente às mudanças que o tempo opera, conserva o mais belo casario rural em granito e com telhados de ardósia, de seguida percorre-se a Levada do Moinho do Lombo até à sublime EN304, desce-se ao rio do Sião e ascende-se à Lomba Gorda, e já se vislumbra a bucólica aldeia de Pardelhas. Povoação serrana encaixada no maciço montanhoso oeste maronês, perdida no tempo e da modernidade, e onde se reconhece ainda hoje uma identidade muito tradicional, essencialmente na pastorícia. Deixando o conforto de Pardelhas recomenda-se ao participante que saia do abastecimento bem agasalhado. Primeiro, correndo todo o magnífico vale rudimentar do Chão do Rosso. Está-se só de passagem tal como já estiveram em outros tempos os ursos ibéricos; as silhas recordam-no. São trilhos rasgados por entre as rochas, mais levadas e pináculos de se bradar aos céus, encruzilhando-se surge o curral do Freixieiro, o trilho inca, antigas minas de cal e a povoação de Campanhó. Para de seguida, penetrar no vale encantado do Porto Velho. É fácil se deixar apaixonar pelas belezas que se vai deparando. Aqui cada passo dado é a certeza de que o desafio faz os seus aventureiros mais felizes. Chegados ao sopé de Pena Suar percorre-se um trilho deslumbrante e depois da antiga casa de guarda-florestal, tomam-se trilhos pastoris para Covelo do Monte. De seguida, segue-se pelo “trilho dos burros” onde em tempos passados os carros de bois rasgaram as lajes dos caminhos. Da Ribeira do Covelo surge a dura subida ao Gavião. Desfruta-se da panorâmica e desce-se até se entrar no mágico bosque da Lameira. Segue-se a capela da Senhora da Moreira e precipita-se pelo antigo caminho romeiro até Ansiães, apelidada de d’O Coração do Marão. Aqui descanse e aproveita a base de vida. A beleza maronesa é arrebatadora e os cenários mágicos mudam bruscamente. Depois do Bosque Centenário, com as suas grandiosas sequoias, o trilho sempre ascendente leva ao Alto das Veias e de seguida o Portal da Freita. Está feito o aperitivo, uma espécie de KM Vertical mais rolante. Pede-se cautela. Estes dois cumes aquando se deparam com características meteorológicas invernais são temíveis. É uma tormenta. Abrigue-se ao baixar a altitude, embrenhando-se por um maravilhoso bosque de bétulas, apelidadas de “as noivas da floresta”. Surge a aldeia de Montes, as gentes são muito afáveis, tal como em Cotorinho. A beleza exuberante dos bosques que ladeiam o rio Moinhos retempera as forças para atacar o KM Vertical do Marão. Está-se ainda a meio da subida e depara-se com uma monstruosa parede pela frente. Rodeiam-nos penhascos rudes, agrestes, agressivos e selvagens. Resiliência. A luta expande a raiva, mas a alma aconchega-se. Este é o seu Reino. Surge o Observatório Astronómico. Conquistamos o ponto mais elevado da cordilheira, o Vértice do Marão (1416m). E somos confortados no refúgio da Senhora da Serra, onde os mais vigorosos são convidados a seguir viagem, mas antes aproveite e desfrute: as vistas para “O Reino Maravilhoso” são soberbas.

Afasta-se do Reino Maravilhoso. A longa descida passando pela cumeeira da Fraga da Ermida, a Encosta das Lajes e Seixinhos brindam com panorâmicas soberbas. Entre o Marão e o Douro. Entre o Litoral e o Interior. Mafómedes é um destes pequenos paraísos. Os bosques de castanheiros e carvalhos centenários alongam-se por aqui. Serra acima, passa-se pelo colo entre o Penedo Ruivo e Chorida, é sempre bem mais fácil. Passando por uma mata exuberante, que os habitantes locais teimam em cuidar, cruza-se uma outra aldeia meia esquecida dos tempos modernos. Da Póvoa toma-se caminho, passando pelo Penedo Longo, planalto de Corvachã, aldeias pitorescas e está-se em Travanca do Monte. Aqui respira-se paz, sossego e tranquilidade. Aqui o tempo como que para. Deixe-se contagiar pelo desafogo do dia a dia.

Maronejo de corpo inteiro — personagem do Ultra Trail do Marão

A LENDA · A ALMA DA MONTANHA

MARONEJO

Pequeno no tamanho. Gigante no coração.

Dizem que o Marão nunca se entregou facilmente. Terra de fragas, nevoeiro e ventos fortes, foi sempre montanha de respeito, de trabalho e de resistência.

Nas suas encostas, o maronês aprendeu a enfrentar a dureza do terreno. Robusto, bravo e destemido, não precisava de ser o maior para revelar a sua força. A montanha, ao reconhecer essa coragem silenciosa, quis guardá-la para sempre.

E foi assim que, segundo a nossa lenda, nasceu o Maronejo. Do maronês herdou a resistência. Das fragas, a força. Do vento dos cumes, a liberdade. E das gentes do Marão recebeu o coração.

Não nasceu para dominar a montanha, mas para a compreender. Conhece os trilhos, respeita a natureza e acompanha quem continua, mesmo quando tudo convida a parar.

O SIGNIFICADO DA SUA APARÊNCIA

No Maronejo, nada é por acaso.

⛰
Cabelo em forma de fragas

Os cumes irregulares evocam o perfil do Marão e os seus penedos. É a própria montanha que lhe dá forma.

🪨
Granito e pedra

A textura das rochas representa rusticidade, firmeza e resistência perante a adversidade.

🌿
Verde da serra

O musgo e a vegetação lembram os bosques, as espécies autóctones e o compromisso de cuidar dos trilhos.

❤️
Vermelho e coração

O vestuário nas cores do Ultra Trail do Marão fala de coragem, pertença e do coração generoso das gentes do Marão.

🥾
Sapatilhas e mochila

Equipado para a montanha, é companheiro de atletas, caminhantes, voluntários e visitantes.

🦅
Olhar atento

A liberdade e a visão da águia-real inspiram o olhar destemido, sem transformar o Maronejo numa ave.

No Marão, vencer não é apenas chegar primeiro.É encontrar forças para continuar até ao fim.

O Maronejo é uma personagem ficcional inspirada na serra, na sua fauna e nas suas gentes.

Chocalho do Marão — metal envelhecido, correia de couro e placa Ultra Trail do Marão

A VOZ DA SERRA · TRADIÇÃO E MEMÓRIA

O CHOCALHO DO MARÃO

Um som que pertence à montanha.

Muito antes de os atletas percorrerem estes trilhos, o som dos chocalhos já se fazia ouvir nas encostas do Marão. No meio do nevoeiro e das fragas, ajudava os pastores a localizar os animais e acompanhava o ritmo do trabalho na serra.

O metal marcado pelo tempo recorda a dureza e a autenticidade da vida rural. A correia de couro evoca a ligação aos animais e aos caminhos de pastoreio. O seu toque é memória sonora de gerações.

Na peça que aqui apresentamos, a placa com a silhueta da montanha e a identidade Ultra Trail do Marão une essa herança ao nosso evento. Não é apenas um objeto: é uma homenagem às gentes que nunca deixaram de viver e cuidar destas montanhas.

O Chocalho do Marão tem identidade própria. O Maronejo é a alma que acolhe; o Chocalho é a voz que recorda. Pertencem ao mesmo território, mas não se confundem.

Quando o chocalho ecoa no Marão, desperta-se a montanha.

HÁ TODO UM REINO MARAVILHOSO POR DESCOBRIR!

A história da prova continua a escrever-se em cada edição, em cada aldeia e em cada atleta.

HISTÓRIA

JUNTOS PELO MARÃO
Logótipo ADMTLogótipo Savage Nature EventsLogótipo Município de AmaranteLogótipo Município de Mondim de BastoLogótipo Município de BaiãoLogótipo SnupeLogótipo Caravela SegurosLogótipo San MiguelLogótipo CarvalhelhosLogótipo Metalúrgica do FojoLogótipo Casa do FontãoLogótipo SportHGLogótipo Merrell
PLANTAR O MARÃO
Maronejo · Assistente UTM

Ora viva! Sou o Maronejo, cá do nosso Marão!Pergunta à vontade, carago! Estou aqui para ajudar.

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